Crítica – Bad Boys: Até o Fim

Bad Boys: Ride or Die, EUA, 2024



Trailer · Letterboxd · IMDB · RottenTomatoes

★★★★☆


Assim como no caso de Bad Boys Para Sempre, eu poderia perder algum tempo apontando as imperfeições de Bad Boys: Até o Fim. Porém, nenhuma delas mudaria o fato de que esse é o filme mais divertido de 2024 até o momento. Enquanto produções como O Dublê e Furiosa apresentam inovações que dividem os espectadores, essa nova entrada na franquia Bad Boys agrada ao público em geral com um típico blockbuster no formato de comédia de ação.

bad boys até o fim

Mais uma vez, os diretores Adil El Arbi e Bilall Fallah acertam tanto na ação quanto no drama, deixando a comédia para os mais que capazes Will Smith e Martin Lawrence. Talvez o ingrediente principal que faz esses dois últimos filmes da franquia funcionarem tão bem é que a história respeita a idade dos protagonistas, ainda que não os deixe perder a intensidade. O resultado é um nível de realismo dramático que mantém os dois filmes com os pés no chão.

A trama, os vilões e as reviravoltas de Bad Boys: Até o Fim são bem previsíveis, mas a comédia e a ação fazem cada minuto valer a pena. Nessa frente, o arco de redenção de Armando Aretas (Jacob Scipio) é bem difícil de engolir. O sanguinário vilão do filme anterior só pode contar com a boa vontade do espectador porque o personagem conta com a boa vontade de Mike (Will Smith). Ainda assim, é mais fácil simpatizar com Judy (Rhea Seehorn), agente federal que é filha de uma das vítimas do assassino.

Se a trama passasse mais tempo mostrando Mike e Marcus (Martin Lawrence) como fugitivos da lei, Judy seria uma ótima antagonista para eles. Porém, quando essa situação se estabelece, a projeção já está chegando na metade, restando apenas os últimos desenvolvimentos até chegar no ato final. O que fica claro é que os diretores tinham em mãos todos os elementos necessários para fazer uma nova e interessante versão de O Fugitivo, com Judy sendo uma nova versão do agente Samuel Gerard (Tommy Lee Jones).

bad boys: até o fim

Percebe-se que os diretores de Bad Boys: Até o Fim realmente se esforçam para manter a franquia relevante, quando poderiam estar apenas tentando fazer mais do mesmo. Aqui, eles aplicam grandes quantidade de criatividade e injetam adrenalina em cenas de ação que poderiam ser filmadas de formas enfadonhas e convencionais. Seus movimentos de câmera e uso de efeitos especiais são dignas do próprio Michael Bay, diretor dos dois primeiros filmes e, mais recentemente, responsável pelo alucinante Ambulância.

Em termos de ação, um dos destaques é quando a câmera adota o ponto de vista dos protagonistas e se transforma em um first person shooter, contribuindo significativamente para a imersão do espectador. Outro momento icônico (talvez o maior deles) é quando o personagem secundário Reggie (Dennis Greene), que desde Bad Boys II servia apenas como alívio cômico, entra no modo John Wick e surpreende a todos na hora de defender sua família.

Esses são apenas dois dos momentos marcantes de Bad Boys: Até o Fim. Para mim, esse já pode ser considerado o melhor filme da franquia. Bad Boys II ainda é um clássico do cinema de ação, mas aqui os diretores Adil & Bilall superam o clássico enquanto o homenageiam.

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