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Crítica: Agente Oculto

The Gray Man, EUA, 2022


Netflix · Trailer · Filmow · IMDB · RottenTomatoes

★★★★☆


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Quem for assistir a Agente Oculto por causa da história inteligente e cativante pode dar a meia volta e procurar outra coisa para fazer. O filme dos Irmãos Russo utiliza uma premissa bem básica para justificar longas e absurdas cenas de ação protagonizadas por Ryan Gosling, Ana de Armas e Chris Evans. Felizmente, os momentos de alta adrenalina e o carisma desses astros são bons o suficiente para manter o espectador muito bem entretido. O filme é basicamente um Comando Para Matar para as audiências da década de 2020.

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Apenas para citar produções mais recentes, a premissa do assassino profissional que passa a ser caçado por seu empregador já foi utilizada em A Profissional, Ava, Coquetel Explosivo, Projeto Gemini e na franquia John Wick. O que Agente Oculto tem a oferecer é um nível 007 conta Goldeneye de caos e destruição, com a cidade de Viena sofrendo danos que lembram James Bond perseguindo os bandidos nas ruas de São Petersburgo.

O filme também se beneficia de uma boa quantidade de piadinhas, piscadinhas e outras gracinhas espalhadas por suas duas horas de duração. Parte da graça aqui é ver Gosling, Armas e Evans se divertindo à beça enquanto balas voam e coisas explodem ao seu redor. Isso vale especialmente para Evans, que interpreta um caricato vilão (com bigodinho e tudo) que é o completo oposto do personagem mais marcante da sua carreira, o Capitão América.

Mas nada disso importaria se a ação de Agente Oculto não se garantisse. Com exceção da cena da queda de um avião, a ação é divertida e fácil de entender, além de integrar muito bem os elementos humorísticos da trama. Apesar dos ótimos tiroteios e explosões, os grandes destaques são as cenas de combate corpo-a-corpo, com lutas intensas e muito bem coreografadas. Não é que elas sejam necessariamente realistas, mas sim que são muito empolgantes de se assistir.

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Agente Oculto tem a típica estrutura de um filme de James Bond, mas sem o mesmo nível de drama e refinamento comuns na franquia do agente inglês. Ainda assim, a produção está bem acima de outros lançamentos da Netflix, como Ascensão do Cisne Negro e Alerta Vermelho. Pode-se dizer que o filme está no mesmo nível de Resgate, apesar de não se levar tão a sério quanto a produção estrelada por Chris Hemsworth.

Nessa era das franquias, seria interessante que Agente Oculto fosse um filme único, ao invés de se tentar estender sua batida premissa em uma desnecessária série de filmes. Quaisquer ideias que os Irmãos Russo tenham para explosivas cenas de ação podem ser encaixadas em outras histórias, que podem ser melhor trabalhadas. No momento, as únicas franquias de ação que realmente se justificam são Missão Impossível e John Wick, mas elas vêm acompanhadas de astros que dispensam dublês e de roteiros que realmente elevam as maluquices que eles fazem diante das câmeras.

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