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Coronavírus: 8 Sinais de Que Você Está Fazendo a Coisa Certa Durante a Pandemia

Veja abaixo os oito sinais de que você está fazendo a coisa certa para lidar com a pandemia de COVID-19 e entenda de uma vez por todas a importância das medidas de proteção contra o coronavírus.

1. Você está usando máscaras de proteção no dia a dia

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O coronavírus SARS-CoV-2 saiu do interior da China e chegou sem maiores dificuldades às pequenas cidades do interior do Brasil. Como isso é possível? Qual meio de transporte ele utilizou? O vírus não consegue utilizar navios, ônibus ou aviões, mas sim o corpo humano. A forma mais eficaz que o vírus possui para ir de um lugar para outro é “a bordo” dos nossos corpos. É por isso que o uso de máscaras é vital não apenas para a proteção individual, mas também para evitar que o vírus “embarque” em seu meio de transporte preferido e chegue mais rápido a mais lugares.

2. Você está evitando grandes e pequenas aglomerações

Para combater epidemias causadas por vírus transmitidos pelo Aedes aegypti (o famoso “mosquito da dengue”), uma das medidas mais eficazes é impedir a reprodução do mosquito, evitando o crescimento de sua população. Porém, o coronavírus não precisa de um vetor, como o mosquito ou outros animais, pois a transmissão ocorre de uma pessoa para outra por meio do ar. É por isso que é tão importante manter o distanciamento social e evitar aglomerações, mesmo as pequenas. Assim como um único Aedes aegypti pode contaminar várias pessoas, uma única pessoa infectada com o coronavírus pode transmitir para várias outras.

3. Você não se expõe sem necessidade

Apesar das medidas de isolamento tomadas pelas autoridades, muita gente precisa continuar trabalhando presencialmente. Isso aumenta a responsabilidade de quem pode recorrer ao trabalho remoto, pois cada pessoa a menos nas ruas e nos ambientes compartilhados significa menos chances do vírus se movimentar e infectar mais pessoas. Quanto mais pessoas o vírus infecta, mesmo gerando apenas casos leves, maiores são as chances de ele sofrer mutações e se tornar mais agressivo ou infeccioso, o que pode prolongar a pandemia por ainda mais tempo.

4. Você está encontrando alternativas para o lazer

Alegando cuidados com a saúde mental, parte da população ainda frequenta bares, festas e destinos turísticos, se expondo sem necessidade e contribuindo para uma falsa sensação de normalidade. Mas o desafio que a pandemia coloca diante de nós é o de manter nossa saúde mental mesmo sem as opções de lazer às quais estamos acostumados. Esse é um momento no qual é preciso usar a imaginação e encontrar novas possibilidades de divertimento e distração que não envolvam aglomerações e encontros desnecessários. Seguir “todos os protocolos de segurança” serve apenas para diminuir as chances de infecção de pessoas que realmente precisam se expor, e não para eliminar os riscos de contaminação.

5. Você está adequando o seu comportamento

Ainda há muitas pessoas que se recusam a mudar o próprio estilo de vida para lidar com a pandemia, esperando que esse momento passe sem que elas tenham que fazer grandes sacrifícios. Ao invés de adequar seus comportamentos de acordo com as necessidades desses tempos, elas preferem “rolar os dados” e apostar que não serão gravemente afetadas pela doença. Porém, mesmo que vençam essa aposta e tenham no máximo sintomas leves, essas pessoas podem estar fazendo o papel de “mosquito do corona”, levando a doença para mais vítimas e contribuindo para a piora da situação. Nesse momento, adotar as medidas de proteção necessárias é um sinal de maturidade e responsabilidade.

6. Você está diminuindo as chances de transmitir o vírus para outra pessoa

Se você testou positivo ou está com suspeita de COVID-19 (por mostrar sintomas ou por ter entrado em contato com alguém infectado), as atitudes de contenção descritas anteriormente são ainda mais importantes. Evitar a transmissão para outras pessoas ajuda não apenas a encurtar a pandemia, mas também a evitar que o vírus sofra mutações e volte para te atacar mais agressivamente. Foi isolando completamente os infectados e os suspeitos de infecção que vários países conseguiram conter a pandemia e estão hoje vivendo um dia a dia normal, com controles extras apenas nas fronteiras.

7. Você está incentivando outras pessoas a se cuidarem

Conter uma pandemia como essa é um esforço coletivo e não adianta você tentar manter apenas a própria segurança. Na prática, a sua segurança só estará garantida se a segurança das pessoas com quem você tem contato também estiver, mesmo se você já possui algum tipo de imunidade. Se o vírus continuar circulando livremente, diferentes variantes podem surgir e sua imunidade pode se tornar obsoleta diante delas. Ou seja, o seu sistema imunológico estará completamente despreparado para as novas versões do vírus. É claro que não adianta tentar controlar o comportamento das outras pessoas, apenas inspirá-las a se cuidar melhor.

8. Você pretende tomar a vacina assim que estiver disponível para sua faixa etária

A imunidade provida pelas vacinas já se mostrou melhor do que a imunidade adquirida por pessoas que contraíram a doença. Além disso, com a vacina, a proteção vem sem os riscos de morte ou de sequelas de longo prazo. Mas vale lembrar que mesmo após a vacinação é importante seguir as medidas de proteção até que a maior parte da população esteja vacinada e a COVID-19 já não esteja circulando livremente por aí. Em suma, essa doença é perfeitamente controlável, mas todos nós precisamos contribuir para que isso aconteça.

Bônus: Você não está contando com os chamados “tratamentos precoces”

Acredite: se os “remédios milagrosos” ainda defendidos por muitos charlatões realmente fossem tão eficazes quanto eles dizem, o resto do mundo estaria contando com eles para conter a pandemia. Porém, nenhum país controlou a disseminação da COVID-19 com ajuda deles e nem deixou a doença se espalhar para ser “curada” posteriormente. Mesmo se funcionassem, deixar o vírus circular livremente é a receita certa para gerar variantes que poderiam torná-los obsoletos, assim como no caso da imunidade. Além de não servirem para controlar a doença, alguns desses remédios podem provocar sérios efeitos colaterais e, em alguns casos, provocar mortes.

Dúvidas dos Leitores

As dúvidas podem ser enviadas pelo Facebook nesse post.

Quem já teve COVID-19 pode ser vacinado?

Pode e deve, mas depois de curado da doença. Segundo o Ministério da Saúde:

O Ministério da Saúde recomenda o adiamento da vacinação nas pessoas com quadro sugestivo de infecção em atividade, para se evitar confusão com outros diagnósticos diferenciais. Como a piora clínica pode ocorrer até duas semanas após a infecção, a vacinação contra a covid-19 deve ser adiada até a recuperação clínica total, com pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas ou quatro semanas a partir da primeira amostra de PCR positiva em pessoas assintomáticas.

A resposta imunológica oferecida pelas vacinas tende a ser mais confiável do que a produzida pela própria doença. Existem casos de pessoas que foram contaminadas e desenvolveram sintomas mais de uma vez, com o mesmo vírus. Essa possibilidade fica ainda maior com o surgimento de variantes, como a P.1. Vale lembrar que é importante continuar seguindo as medidas de proteção mesmo depois da vacinação.

Pessoas que possuem alergias podem ser vacinadas?

No geral, é indicado que pessoas com histórico de alergias tomem a vacina com acompanhamento médico. Não há indícios de reações alérgicas em pessoas que possuem alergias a alimentos. Entretanto, se a pessoa possui histórico de alergia a algum dos componentes da vacina, ela NÃO deve tomar. Isso exige bastante atenção, pois vacinas diferentes possuem componentes diferentes. O ideal é buscar mais informações com especialistas, pois cada caso é um caso.

A sessão sobre alérgicos dessa matéria traz mais detalhes: Saiba quem não pode tomar a vacina contra a Covid-19.

Por que o chamado “tratamento precoce” não é recomendado?

Já é amplamente aceito pela ciência que os remédios que fazem parte do chamado “tratamento precoce” (inclusive a azitromicina) não são eficazes contra a COVID-19. Nos estudos, a taxa de recuperação de grupos que tomaram os remédios não é diferente da taxa de grupos que não os tomaram. Esses remédios podem até deixar as pessoas mais tranquilas, mas não possuem efeitos reais. Vários médicos intensivistas têm alertado sobre o uso desses medicamentos:

Nos comentários, várias pessoas dizem: “pela minha experiência pessoal e relatos de conhecidos, o tratamento precoce funciona sim”. Por que isso não é levado em conta?

O principal problema desse tipo de relato é que não há como confirmar se a pessoa melhorou por causa do medicamento “defendido” ou por algum outro motivo, como o próprio sistema imunológico do paciente. A maioria das pessoas que desenvolvem a COVID-19 vai se recuperar com pouca ou nenhuma ajuda de remédios. Portanto, se uma pessoa toma algum “tratamento precoce” e se recupera da COVID-19, o mais provável é que ela já iria se recuperar de qualquer forma. No mundo inteiro, muitas pessoas se recuperaram apenas com a ajuda de remédios para combater os sintomas, como febre e dor de cabeça, assim como fazemos contra a dengue.

Para um remédio se mostrar realmente eficaz contra a COVID-19, ele precisa mostrar sua eficácia em estudos clínicos, que são embasados no método científico e revisados por outros pesquisadores para confirmar as conclusões. Normalmente, o que se faz é separar um grande número de pessoas e dividi-las em dois grupos. Um deles recebe o tratamento que está sendo testado, enquanto o outro, chamado de grupo de controle, recebe um tratamento falso, sem efeitos reais. Se o grupo que recebeu a medicação real apresenta taxas de recuperação significativamente maiores do que o grupo de controle, isso significa que ela realmente é eficaz. Há também casos nos quais o grupo de controle recebe um tratamento padrão, para que seus integrantes não sejam prejudicados.

Muitos dos estudos que defendem os chamados “tratamentos precoces” possuem sérias falhas nos métodos de testagem, como baixo número de participantes e ausência de grupo de controle. Um exemplo disso foi o estudo conduzido por um grande defensor da hidroxicloroquina na França, que tinha apenas apenas vinte pessoas e excluiu da análise pacientes que morreram, que precisaram de UTI ou que tiveram que interromper o tratamento por causa dos efeitos colaterais. Os poucos remédios cuja eficácia contra a COVID-19 já foi confirmada, como o remdesivir e a dexametasona, servem apenas para casos graves e não devem ser consumidos domesticamente.

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