Empreendedorismo: 10 Dicas para Ganhar Dinheiro e Gerar Riqueza
Em primeiro lugar, é bom entendermos a diferença entre “ganhar dinheiro” e realmente “gerar riqueza”. Ganhar dinheiro pode ser tão simples quanto ter um emprego, ganhar um prêmio em um sorteio ou receber algum tipo de doação.
Por outro lado, gerar riqueza está mais ligado ao ato de construir um patrimônio ou de realizar atividades econômicas que agreguem valor à economia, seja na forma de bens ou de serviços. Por exemplo, quando um petroleira extrai gás e petróleo do subsolo, os produtos dessa extração passarão a fazer parte dos ativos da empresa e da massa econômica do país. Da mesma forma, quando você gasta dinheiro para construir uma casa, essa casa passa a ser um ativo com um valor agregado inerente.
Mesmo o setor de serviços (restaurantes, turismo, transporte, etc.), que geralmente não produz bens físicos, tem a sua importância na geração de riquezas de um país.
Porém, isso não é válido para atividades que se limitam à transferência de riqueza. Por exemplo, empresas de apostas online se limitam, em grande parte, a tirar o dinheiro do bolso do “cliente” e colocá-lo no bolso do dono da empresa, sem nenhum serviço real sendo prestado ou riqueza sendo gerada. Outro exemplo negativo é o do day trade, que até pode ser uma forma de ganhar dinheiro (com muitas ressalvas), mas que, sozinho, não é uma forma de gerar riqueza.
As dicas abaixo estão focadas na geração de riqueza de forma inteligente e sustentável, o que beneficia tanto o empreendedor quanto a sociedade em geral.
1. Você não precisa de uma ideia “genial”
Enquanto muitas pessoas vivem em busca de uma ideia genial com base na qual elas poderão construir um império, na maioria das vezes os grandes empreendedores têm sucesso ao enxergar e aproveitar oportunidades específicas em contextos específicos. Não se trata de ser genial, mas de ser capaz de identificar uma oportunidade, de avaliar a sua viabilidade econômica (seja com análises matemáticas ou com experimentação) e de ir se adaptando à situação.
Nesse sentido, um exemplo que pode ser levado em conta é o da pesquisa científica. Ao contrário do que muitos pensam, os cientistas não são “gênios” cheios de ideias mirabolantes, mas sim profissionais altamente capacitados que fazem uso de metodologias muito bem estabelecidas. O trabalho deles consiste, em grande parte, em realizar experimentos, sistematizar informações e interpretar dados.
2. Tome decisões com base em dados e informações confiáveis
A ideia de tomar decisões de negócio com base em dados e informações confiáveis pode parecer óbvia, mas muitas pessoas ainda insistem em tomar esse tipo de decisão com base em “instintos” ou no “achômetro”. Alguns desses ímpetos mal pensados podem até resultar em empreendimentos de sucesso, mas a grande maioria falha de forma relativamente previsível. As invés de contar com a sorte ou com o “alinhamento das estrelas”, é bem mais interessante tomar decisões que maximizem o sucesso do empreendimento.
Além disso, as decisões instintivas ficam à mercê de vários dos nossos vieses cognitivos, podendo ser baseadas em visões distorcidas da realidade.
3. Mapeie os riscos que você irá correr
Uma análise racional também é importante para identificar os riscos que você pode ou está disposto a correr. Por exemplo, se o resultado no pior caso possível for inaceitável, então você terá que reconsiderar a viabilidade do negócio ou, pelo menos, parte das suas premissas. É importante ter visão de:
- Qual o melhor resultado possível? O que eu tenho a ganhar?
- Quais são os resultados aceitáveis, mesmo que não sejam os melhores?
- Quais são os resultados inaceitáveis?
- Dentre os resultados inaceitáveis, quais podem ser corrigidos mediante mudanças de rota e quais podem ser considerados falhas irrecuperáveis
- Qual o pior cenário possível? Eu posso me dar ao luxo de correr esse risco?
Veja que não é uma questão de levar em conta apenas o que você tem a perder ou apenas o que você tem a ganhar. Os dois aspectos, o positivo e o negativo, precisam ser levados em conta e colocados na balança durante a tomada de decisões.
4. Leve em conta a maior quantidade possível de variáveis
Muitas pessoas preferem enxergar apenas o lado conveniente das situações, o que as deixam (propositalmente ou não) cegas para muitas das variáveis que podem representar o completo sucesso ou o completo fracasso do negócio. Além dos riscos mencionados anteriormente, é importante entender quais outros fatores podem afetar o resultado. Levar em conta todos os fatores existentes pode ser inviável, mas um esforço deve ser feito para identificar a maior quantidade possível deles.
Esse tipo de análise pode ser beneficiada por práticas como a do pensamento crítico e a do raciocínio lateral, que servem para contrabalançar vícios cognitivos como o wishful thinking e o pensamento mágico.
5. Não foque nos problemas, mas sim nas soluções
Um vício mental/verbal que precisa ser evitado a todo custo é o de reclamar por reclamar, como se as lamentações sem fim fossem resolver o problema. Reclamar pode ser válido para manifestar uma insatisfação ou mesmo para ajudar a entender a natureza de um desafio, mas a reclamação dificilmente é parte da solução. Depois de reclamar, é importante partir para a ação.
As seguintes perguntas podem ser úteis:
- No curto prazo, o que pode ser feito para lidar com os efeitos imediatos (ou emergenciais) do problema?
- No médio prazo, o que pode ser feito para resolver o problema e/ou mitigar os seus efeitos?
- No longo prazo, o que pode ser feito para se evitar que o problema ocorra novamente?
Veja também: 10 Dicas para Resolver Problemas
6. Ofereça consistência para seus clientes e funcionários
Obviamente, a qualidade dos produtos vendidos ou dos serviços prestados faz toda a diferença no sucesso do negócio. Mais que isso, é importante manter um alto grau de consistência para a sua clientela. Não se trata de prover um produto ou serviço premium, mas de garantir que a qualidade seja mantida dentro de parâmetros estabelecidos e que os clientes tenham suas expectativas (sejam elas altas ou não) atendidas.
Consequentemente, para manter um nível consistente de qualidade, também é importante oferecer condições de trabalho consistentes para seus colaboradores. Com menos surpresas ou frustrações, as chances deles manterem a constância no nível de qualidade são maximizadas.
7. Tente alinhar as prioridades e os objetivos dos envolvidos
Além do ponto anterior, também é importante que as experiências oferecidas para seus clientes e para seus funcionários os ajudem a alcançar o próprio sucesso. Por mais que eles possuam diferentes objetivos finais, se todos “remarem” na mesma direção as chances são de que eles cheguem lá mais rápido e com mais sucesso. Nem sempre isso é possível e os resultados podem variar, mas esse é o tipo de estratégia que vale a pena ser explorada.
8. Estabeleça formas de medir o seu sucesso
Ao longo da trajetória do seu empreendimento, é possível que seja necessário realizar ajustes na rota e na estratégia geral. Para poder identificar isso, é importante ter métodos e métricas para mensurar os resultados obtidos ao longo do tempo. A lucratividade é a métrica mais óbvia, mas os pontos mencionados anteriormente evidenciam outras métricas a serem acompanhadas, como as taxas de retenção de clientes e de funcionários.
É importante não cair na armadilha de focar apenas em uma única métrica e ficar tentando otimizá-la em detrimento de todas as outras. Por exemplo, se você foca a maior parte da sua atenção para a redução de custos, pode ser que a partir de determinado ponto as medidas que você tomou não apenas reduza os custos, mas também comece a comprometer a sua capacidade de gerar receita ou de oferecer produtos/serviços consistentes ao longo do tempo.
9. Tenha um “Plano B”
Mesmo com todos esses cuidados, surpresas negativas podem ocorrer. Parece paradoxal, mas é preciso estar preparado para eventualidades imprevisíveis. Muitas pessoas não gostam desse tipo de exercício mental, mas é preciso se perguntar: se tudo der errado, qual a minha rota de saída? Onde estão as “portas de emergência”?
No mínimo, esse desagradável pensamento pode servir como preparação psicológica ou para incentivar investimentos alternativos. Por exemplo, durante uma fase de lucros altos, é necessário investir parte deles de forma diversificada para se ter uma reserva de emergência ou mesmo para garantir uma aposentadoria tranquila.
10. Tenha um “Plano A” com início, meio e fim
De forma similar, é preciso estar preparado para um completo sucesso. Existem muitas pessoas que são surpreendidas com uma grande vitória, não sabem o que fazer a seguir e correm o risco de cair na armadilha da estagnação. Talvez não seja necessário se preocupar com isso nos estágios iniciais do empreendimento, mas conforme as coisas forem dando certo é preciso formular uma visão do que vem depois.
Por exemplo, você está montando uma empresa para poder vendê-la enquanto ela é relativamente pequena ou você pretende expandi-la para níveis nacionais ou internacionais? Você pretende torná-la pública na bolsa de valores? Quando você não puder ou não quiser mais estar na liderança, qual o seu plano de sucessão? Até qual idade você pretende permanecer trabalhando?
Veja também:
- Qual a diferença entre GANHAR e FAZER dinheiro?
- 10 Dicas para Você Alcançar seus Objetivos
- Liderança: 10 Formas de Evitar a Disfunção Organizacional







